Muitas pessoas acreditam que ser uma boa companhia, parceira ou colega de trabalho significa estar sempre disponível, concordar com tudo e evitar descontentar qualquer pessoa. O resultado desse padrão, porém, costuma ser o ressentimento, a sobrecarga e o distanciamento de si mesmo.

Na psicologia, a especialização em Habilidades Sociais nos ensina que estabelecer limites não é um ato de egoísmo ou agressão; é uma condição indispensável para a manutenção da saúde emocional e da própria sustentabilidade dos nossos vínculos.

Por que sentimos tanta culpa ao dizer 'não'?

A culpa ao impor limites quase sempre tem raiz no medo da rejeição ou do conflito. Aprendemos desde cedo a associar a nossa aceitação à capacidade de atender às expectativas alheias, mesmo quando isso viola nosso tempo ou nossos valores.

A postura assertiva na prática

A assertividade permite expressar vontades, sentimentos e limites de maneira firme, direta e empática, sem recorrer à passividade (calando-se) nem à agressividade (atacando o outro).

Frases claras como 'compreendo a sua urgência, mas hoje não poderei assumir essa tarefa' ou 'preciso de um momento reservado para organizar minhas ideias antes de conversar' protegem o seu espaço com civilidade e respeito mútuo.

O impacto terapêutico no treino de assertividade

No atendimento psicológico, identificamos os gatilhos que paralisam a sua voz e praticamos repertórios de comunicação segura para o seu dia a dia pessoal, familiar e profissional.

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