Durante a infância, os pais são o centro do universo da criança. Porém, com a chegada da puberdade e da adolescência, o cenário se transforma de forma drástica: o jovem passa a valorizar intensamente o grupo de amigos, busca privacidade e, muitas vezes, responde às tentativas de conversa com silêncio ou monossílabos.
Para muitas famílias, essa mudança gera angústia, sentimento de rejeição e discussões frequentes. Em minha atuação como psicóloga e mestra em Educação pela PUC-SP, acompanhando colégios e famílias, costumo destacar que esse movimento de afastamento não é ingratidão, mas parte do processo biológico e social de construção da identidade.
Ouvir para compreender, não apenas para responder
O erro mais comum dos adultos ao conversar com adolescentes é transformar o diálogo em interrogatório ou sermão moral imediato. Quando o jovem compartilha uma dúvida ou angústia e recebe em troca críticas ou invalidação ("Isso não é nada, na minha época era pior"), ele aprende rapidamente que se abrir traz punição.
Praticar uma escuta sem julgamento significa validar a emoção que o adolescente está sentindo, mesmo quando não concordamos com o comportamento dele. Essa atitude desarma defesas e mantém o canal de apoio aberto para momentos de real necessidade.
O papel da psicoterapia para adolescentes e da orientação de pais
O atendimento psicológico com adolescentes — realizado presencialmente na Clínica Esperançar, na Aldeota em Fortaleza, ou em formato online — oferece um espaço neutro e confidencial onde o jovem pode expressar suas angústias, pressões escolares e medos sem o receio de decepcionar a família.
Paralelamente, a orientação de pais fornece ferramentas comportamentais para que os responsáveis exerçam autoridade com afeto, estabelecendo limites consistentes sem recorrer à hostilidade.